26.1.11

Estudos para a música de um longa viciadão

Eu encaro dentro de mim
todos meus demônios
entupindo-me de tóxicos

Sou aquele que deve ser
mantido afastado
de seus carros importados
e da violência escondida
na estética de seus caros
amigos & apartamentos

OLHEM PARA MEU CORPO ESTIRADO NO CHÃO

Seu dinheiro se transforma em visões que percorrem meu sangue.

ALUCINAÇÃO

Eu sou o abismo que re-interpretarão
O lixo por baixo do tapete bonito
Uma peça, uma pregação

O CAOS NUNCA MORREU
hoje o sinto em mim
hoje ele sou eu

Meu corpo é a ruína visível
da injustiça que move seus moinhos

1 comentários:

Giulia Barão said...

intenso, real. gostei muito. tava com saudade de "te ler".